O etarismo é o preconceito que existe contra pessoas por causa da sua idade e engana-se quem pensa que atinja somente os idosos (pessoas com mais de 60 anos). Falando especificamente do Brasil onde a sociedade ainda possui todos os tipos de preconceitos sejam eles raciais, sociais, religiosos, quanto a orientação sexual, de gênero, misoginia, homofobia, xenofobia, gordofobia, capacitismo entre outros, também existe o etarismo.
Pensar, verbalizar ou excluir uma pessoa por conta da sua idade é algo extremamente inconcebível, preconceituoso, arrogante e maldoso. A idade jamais será um empecilho para realizar qualquer atividade que se deseja praticar desde que tenha condições físicas e mentais para desenvolvê-las. Ao longo dos anos e com as novas tecnologias e a preocupação por uma vida mais saudável aumentou significativamente a expectativa de vida do cidadão brasileiro, portanto é inaceitável que ainda exista restrições por causa da idade.
Hoje no Brasil por exemplo vemos muitas pessoas acima dos 40 anos de idade e sem limite cursando faculdade pela primeira vez ou pessoas que já possuem ensino superior tentando se formar em outras profissões. Também podemos citar atletas que já passaram dessa idade e continuam competindo em alto nível ou simplesmente participando de competições pelo prazer da atividade física e também por uma qualidade de vida melhor. Desde que o corpo esteja saudável e possua acompanhamento médico não há impedimento para se praticar atividades físicas.
Porém mesmo com os exemplos citados acima vemos o etarismo nas faculdades, no esporte, na vida profissional e em nosso cotidiano. Para os empregadores das empresas privadas com raras exceções o que existe é um enorme preconceito em relação a idade, dificilmente um trabalhador mais velho é contratado sem nenhuma indicação por essas empresas, não basta possuir uma vasta experiência profissional ou um ótimo currículo, a idade pesa na hora da contratação e isso é notório pelo alto desemprego nessa faixa etária.
A experiência e o conhecimento das pessoas mais velhas deveriam ser atrativos para contratações das empresas privadas, nas faculdades essas pessoas deveriam ser reverenciadas pela disposição em querer estudar na maturidade, no esporte deveriam ser exemplos de comportamento e amor pela profissão, na vida deveriam ser carinhosamente amadas e ouvidas por toda a sua sabedoria e longevidade, mas infelizmente não é assim que tratamos as pessoas com mais idade e esse é um erro imperdoável.
A sociedade como um todo precisa avançar muito em relação aos preconceitos e em específico ao etarismo. Nada justifica que pessoas acima de determinada idade sejam excluídas, ridicularizadas, ignoradas, humilhadas e tratadas com tamanho desprezo. A maturidade nos traz responsabilidade, conhecimento, carisma, respeito, admiração e deveria ser enaltecida e vista como exemplo quando vemos pessoas mais velhas trabalhando, estudando, se exercitando ou simplesmente aproveitando a sua vida para se divertir.
Pessoas mais velhas não são inválidas, não são inúteis, não são incapazes, não deixam de aprender e jamais deveriam ser excluídas em hipótese alguma. Todas as pessoas sejam elas novas ou velhas merecem oportunidades, nada é impossível para quem acredita, as pessoas só precisam ter chances iguais e não serem desprezadas pela sua data de nascimento, isso é desumano. Eu desejo que essa mentalidade um dia mude e que a pessoa mais velha seja valorizada como ela merece e com todo o respeito que deveria ter na vida.
Alécio Souza
Críticas, poesias e reflexões! Contundente, mas sem perder a ternura jamais! Textos autorais - Lei 9610/98
quarta-feira, 10 de maio de 2023
segunda-feira, 10 de abril de 2023
Tempos que não voltam mais
Gostaria que o tempo voltasse atrás
Num passado distante das minhas decepções
Onde a vida era simples, mas se tinha paz
Longe dos problemas e das preocupações
Não é nostalgia, é apenas um desejo
Queria voltar nem que fosse por um só instante
Reviver momentos bons, o primeiro beijo
As brincadeiras na escola, a timidez constante
Só queria relembrar o quanto eu era feliz
E como era gostoso ser criança
Assistir aos programas infantis
Sem imaginar nenhuma mudança
Gostaria que o tempo voltasse atrás
Para ver novamente a família reunida
Infelizmente são tempos que não voltam mais
Ficam apenas na memória da nossa vida
Alécio Souza
domingo, 12 de março de 2023
Na gaveta
Na gaveta eu guardo as minhas recordações
De momentos que me trazem emoções
Revirando fotos, cartas, amizades perdidas
Sonhos e pessoas que ficaram no passado, esquecidas
Na gaveta eu remexo o meu baú de poemas
E relembro das primeiras paixões
Uma época sem tantos problemas
De muitas descobertas e imaginações
Na gaveta eu guardo uma parte da minha história
De lutas, sofrimentos, derrotas e vitórias
Dos amores que eu nunca tive na vida
E da esperança de manter sempre a cabeça erguida
Na gaveta vejo a vida passar como num filme
Passos mal dados e hoje pisando em terra firme
Tantos acontecimentos que ficaram para trás
E agora eu só busco a minha paz
Alécio Souza
De momentos que me trazem emoções
Revirando fotos, cartas, amizades perdidas
Sonhos e pessoas que ficaram no passado, esquecidas
Na gaveta eu remexo o meu baú de poemas
E relembro das primeiras paixões
Uma época sem tantos problemas
De muitas descobertas e imaginações
Na gaveta eu guardo uma parte da minha história
De lutas, sofrimentos, derrotas e vitórias
Dos amores que eu nunca tive na vida
E da esperança de manter sempre a cabeça erguida
Na gaveta vejo a vida passar como num filme
Passos mal dados e hoje pisando em terra firme
Tantos acontecimentos que ficaram para trás
E agora eu só busco a minha paz
Alécio Souza
sábado, 11 de fevereiro de 2023
No pulmão do Brasil
No pulmão do Brasil
Vivendo em lugar hostil
Anjos lutam pela preservação da floresta
E da população indígena que ainda resta
As suas armas são os seus ideais
Evitar tantos danos ambientais
E nativos com problemas reais
Mas toda essa terra tão bela
Foi invadida por quem não liga pra ela
Criminosos há tempos vivem nela
Espalhando terror e mortes
Na lei dos mais fortes
São feridas que jamais cicatrizam esses cortes
A Amazônia é de quem cuida dela
Ela é dos índios, é da natureza
É do povo que preserva a sua beleza
É de quem a trata com gentileza
Alécio Souza
No Brasil diversas críticas em relação aos governos e suas políticas sociais ou ambientais são atemporais, ou seja, permanecem atuais mesmo sendo escritas há muitos anos atrás. Podemos ver isso em muitas letras de músicas como na bela canção “Índios” da banda Legião Urbana que diz em uma de suas estrofes “Quem me dera ao menos uma vez / Como a mais bela tribo / Dos mais belos índios / Não ser atacado por ser inocente”. Pois bem, o poema que acabo de postar no blog foi escrito em junho do ano passado logo após os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips em terras indígenas no extremo-oeste do Amazonas e em janeiro deste ano o país ficou estarrecido com as graves e criminosas denúncias de invasão das terras indígenas dos ianomâmis que conforme apurado pelas autoridades federais possuem um nível altíssimo de desnutrição e mortes em função da fome. Lamentavelmente as tragédias se repetem no Brasil e por esta razão tudo o que é escrito no passado continua atual. Eu só desejo que todos os envolvidos nas mortes do indigenista brasileiro e do jornalista inglês sejam severamente condenados com penas duras assim como todos os envolvidos no genocídio ianomâmi a começar pelo ex-presidente que sempre foi omisso na questão indígena e autorizou o garimpo ilegal em terras de preservação ambiental, ele que fugiu do país como um covarde que sempre foi e todos os seus ministros que foram coniventes merecem cadeia por tamanha atrocidade. Que os indígenas possam ter um pouco de paz finalmente e que voltem a serem vistos como um povo que merece todo o respeito e dignidade, afinal essa terra sempre foi deles e não do homem branco colonizador.
Vivendo em lugar hostil
Anjos lutam pela preservação da floresta
E da população indígena que ainda resta
As suas armas são os seus ideais
Evitar tantos danos ambientais
E nativos com problemas reais
Mas toda essa terra tão bela
Foi invadida por quem não liga pra ela
Criminosos há tempos vivem nela
Espalhando terror e mortes
Na lei dos mais fortes
São feridas que jamais cicatrizam esses cortes
A Amazônia é de quem cuida dela
Ela é dos índios, é da natureza
É do povo que preserva a sua beleza
É de quem a trata com gentileza
Alécio Souza
No Brasil diversas críticas em relação aos governos e suas políticas sociais ou ambientais são atemporais, ou seja, permanecem atuais mesmo sendo escritas há muitos anos atrás. Podemos ver isso em muitas letras de músicas como na bela canção “Índios” da banda Legião Urbana que diz em uma de suas estrofes “Quem me dera ao menos uma vez / Como a mais bela tribo / Dos mais belos índios / Não ser atacado por ser inocente”. Pois bem, o poema que acabo de postar no blog foi escrito em junho do ano passado logo após os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips em terras indígenas no extremo-oeste do Amazonas e em janeiro deste ano o país ficou estarrecido com as graves e criminosas denúncias de invasão das terras indígenas dos ianomâmis que conforme apurado pelas autoridades federais possuem um nível altíssimo de desnutrição e mortes em função da fome. Lamentavelmente as tragédias se repetem no Brasil e por esta razão tudo o que é escrito no passado continua atual. Eu só desejo que todos os envolvidos nas mortes do indigenista brasileiro e do jornalista inglês sejam severamente condenados com penas duras assim como todos os envolvidos no genocídio ianomâmi a começar pelo ex-presidente que sempre foi omisso na questão indígena e autorizou o garimpo ilegal em terras de preservação ambiental, ele que fugiu do país como um covarde que sempre foi e todos os seus ministros que foram coniventes merecem cadeia por tamanha atrocidade. Que os indígenas possam ter um pouco de paz finalmente e que voltem a serem vistos como um povo que merece todo o respeito e dignidade, afinal essa terra sempre foi deles e não do homem branco colonizador.
terça-feira, 10 de janeiro de 2023
Vamos fazer uma revolução
Vamos fazer uma revolução
Sem armas, apenas com o coração
Vamos acabar com a nossa desunião
Transformar em atitudes a nossa indignação
Vamos fazer uma revolução
Lutar pela nossa educação
Não se vive nesse mundo cão
Não crescemos como nação
Vamos fazer uma revolução
Jogar o preconceito no chão
Para o racismo não há perdão
Intolerantes não passarão
Vamos fazer uma revolução
Dar aos pobres a chance de ser cidadão
Vidas importam nessa equação
Mais amor, somos todos irmãos
Alécio Souza
Escrevi esse poema em 2020 e já o havia selecionado na semana passada para atualizar o blog. No último domingo dia 08/01, os lamentáveis e criminosos episódios ocorridos em Brasília, a capital do nosso querido país, só reforçaram a importância de nos posicionarmos contra essa onda fascista e terrorista que assola o Brasil e o mundo. Eu sigo acreditando que a mudança para tornar um país mais justo e igualitário sempre deverá ser com base no diálogo entre a sociedade e o governo e com manifestações pacíficas por direitos fundamentais a todos, também é necessário ter consciência e responsabilidade quando elegemos os nossos governantes. Agora em hipótese alguma podemos admitir a violência, o vandalismo e os atos golpistas para impor as suas ideias reacionárias e fascistas e atentando contra a nossa democracia tão duramente conquistada. O que assistimos no domingo pela TV foi uma barbárie e um vandalismo jamais vistos no país e com grave ameaça ao nosso regime democrático e ao Estado de direito. Não podemos aceitar que criminosos disfarçados de patriotas usem a nossa bandeira e as cores do nosso país para implantar o caos em nossa nação, espero que os responsáveis pelos atos terroristas e os seus financiadores e mandantes sejam devidamente punidos com a mão pesada da lei para que algo assim nunca mais se repita no futuro. A revolução que desejamos é por educação, saúde, emprego e melhores condições de vida para quem mais precisa. Viva a nossa democracia!
Sem armas, apenas com o coração
Vamos acabar com a nossa desunião
Transformar em atitudes a nossa indignação
Vamos fazer uma revolução
Lutar pela nossa educação
Não se vive nesse mundo cão
Não crescemos como nação
Vamos fazer uma revolução
Jogar o preconceito no chão
Para o racismo não há perdão
Intolerantes não passarão
Vamos fazer uma revolução
Dar aos pobres a chance de ser cidadão
Vidas importam nessa equação
Mais amor, somos todos irmãos
Alécio Souza
Escrevi esse poema em 2020 e já o havia selecionado na semana passada para atualizar o blog. No último domingo dia 08/01, os lamentáveis e criminosos episódios ocorridos em Brasília, a capital do nosso querido país, só reforçaram a importância de nos posicionarmos contra essa onda fascista e terrorista que assola o Brasil e o mundo. Eu sigo acreditando que a mudança para tornar um país mais justo e igualitário sempre deverá ser com base no diálogo entre a sociedade e o governo e com manifestações pacíficas por direitos fundamentais a todos, também é necessário ter consciência e responsabilidade quando elegemos os nossos governantes. Agora em hipótese alguma podemos admitir a violência, o vandalismo e os atos golpistas para impor as suas ideias reacionárias e fascistas e atentando contra a nossa democracia tão duramente conquistada. O que assistimos no domingo pela TV foi uma barbárie e um vandalismo jamais vistos no país e com grave ameaça ao nosso regime democrático e ao Estado de direito. Não podemos aceitar que criminosos disfarçados de patriotas usem a nossa bandeira e as cores do nosso país para implantar o caos em nossa nação, espero que os responsáveis pelos atos terroristas e os seus financiadores e mandantes sejam devidamente punidos com a mão pesada da lei para que algo assim nunca mais se repita no futuro. A revolução que desejamos é por educação, saúde, emprego e melhores condições de vida para quem mais precisa. Viva a nossa democracia!
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