segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

A lama da humanidade

Vidas despedaçadas e arrasadas pela lama
Famílias vivenciando um drama
Negligência das autoridades que nos engana
E o povo nas ruas por justiça clama

A lama que devastou a cidade
Não é maior que a impunidade
E a ganância da nossa sociedade
Que prefere o dinheiro a ter humildade

Vivemos tempos sombrios
De muita intolerância, medo e calafrios
Difícil explicar tantos desvios
A nossa humanidade teve um extravio

A única expectativa é pela mudança
Voltarmos a ter a pureza das crianças
Quem luta pela vida jamais se cansa
Sempre nos restará uma esperança


Alécio Souza


Obs.: Este poema é dedicado as vítimas de Brumadinho que perderam suas casas, seus empregos e suas vidas por causa da negligência, arrogância e ganância de empresários que visam somente lucros e para quem a vida humana não tem nenhuma importância. Que Deus possa confortar todas as famílias que perderam entes queridos e que elas possam reconstruir suas vidas novamente.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Redenção

Quero viver num mundo sem a sombra do fascismo
Não precisamos cair novamente nesse abismo
Chega de intolerância, violência, ódio e cinismo
Estamos perdendo a noção de civismo

Pelas ruas só vejo atrocidades
Desrespeito, falta de educação e cordialidade
Ofensas gratuitas com bestialidade
Onde perdemos a nossa solidariedade?

Triste quando uma nação perde a sua identidade
Perde a sua razão pela maldade
Não lutamos mais por igualdade
Não temos mais a mesma humildade

Ainda é possível reverter essa condição
Essa é a minha luta e ambição
Podemos reconstruir uma nação
Tendo o amor e a paz como redenção


Alécio Souza

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Sobrevivente

A paixão nos trás algo comovente
Uma sensação de bem estar permanente
A alegria no rosto é evidente
E a paz no coração não mente

Estar apaixonado nos cega infelizmente
Ao ponto de acreditarmos numa pessoa piamente
E tudo muda tão de repente
Que hoje me sinto um sobrevivente

Mesmo abalado emocionalmente
O amor sobrevive ao presente
Me libertei de alguém ausente
Que só me traia comumente

O meu coração está livre para amar incondicionalmente
Sinto que a felicidade vai reinar novamente


Alécio Souza

domingo, 11 de novembro de 2018

Amar em silêncio

Às vezes apenas um olhar
Mesmo inocente
É o suficiente para trazer a tona
O que não se quer revelar

Talvez por serem mais amorosos
Despertem uma certa curiosidade
Pois destacam-se das outras pessoas
Pela sua simplicidade

Numa época tão liberal
Sentir vergonha é ultrapassado
Mais a maior vergonha
É não sentir vergonha nenhuma

Por serem mais reservados
Muitas pessoas não os compreendem
E acham engraçado
Quando suas faces se ruborescem

O tímido ama em silêncio
E sofre calado
Esperando solitário
Enquanto sonha ser amado

Diante de sua paixão
As palavras se esvaem como a água da chuva
A ansiedade acelera seu coração
E o faz pensar que nunca a conquistará

Mil sonhos rondam o seu pensamento
Buscando sempre a felicidade
E o tímido não vê a hora
De encontrar sua cara-metade


Alécio Souza

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Louco Mundo

Nesse louco mundo em que vivemos agora
Na falta de sentimentos, respeito, tudo se ignora
Racistas, fascistas, assassinos, intolerantes
Homofobia, xenofobia, misoginia, ignorantes

Tudo parece de cabeça pra baixo, sem sentido
Todos querendo se dar bem da pior maneira
De um jeito sórdido, pervertido
Não vejo mais o amor como bandeira

O sol já não brilha como antes
O arco íris já não tem as mesmas cores
O amor está muito distante
No coração só ficam as dores

Desilusões, decepções, falsas esperanças
Lembro-me dos tempos de criança
Tão mais fáceis e sem cobranças
Sem tantos problemas e desconfianças

O mundo se tornou pior
As relações se tornaram mais complicadas
Mas ainda acredito que podemos fazer o melhor
Porque isso não nos custa nada


Alécio Souza