Sou a gota que cai no oceano
Nas tempestades de final de ano
Sou a brisa nos dias frios de outono
Na preguiça de acordar do nosso sono
Sou a imagem refletida no espelho
E a clareza de cada conselho
Sou várias personalidades
Todas atrás da felicidade
Sou feito de carinho e amor
E te aqueço com o meu calor
Sou o tudo e sou nada
Sou o som da tua risada
No meio dessa estrada
Alécio Souza
Críticas, poesias e reflexões! Contundente, mas sem perder a ternura jamais! Textos autorais - Lei 9610/98
domingo, 1 de novembro de 2020
sábado, 3 de outubro de 2020
Um sonhador
Não sou a cura nem a doença
Vivo pela crença
Que o bem finalmente vença
Que a bondade prevaleça
A nossa sensibilidade cresça
E o amor novamente floresça
Não sou a guerra nem a paz
O meu desejo é fugaz
Ser livre e nada mais
Não sou fogo nem água
Não quero ter a minha liberdade vigiada
Nem a minha voz silenciada
Não sou poeta, apenas um pensador
Que narra as suas angústias e a sua dor
E sonha com um mundo mais justo e libertador
Alécio Souza
Vivo pela crença
Que o bem finalmente vença
Que a bondade prevaleça
A nossa sensibilidade cresça
E o amor novamente floresça
Não sou a guerra nem a paz
O meu desejo é fugaz
Ser livre e nada mais
Não sou fogo nem água
Não quero ter a minha liberdade vigiada
Nem a minha voz silenciada
Não sou poeta, apenas um pensador
Que narra as suas angústias e a sua dor
E sonha com um mundo mais justo e libertador
Alécio Souza
terça-feira, 1 de setembro de 2020
Sinais
Caminhando solitário a beira do cais
Sem rumo ou direção
Não vejo onde estão os sinais
Dessa minha ilusão
Amores que se desfazem
Realizações que não se concretizam
Sonhos apenas não satisfazem
E as dores não minimizam
Nada é definitivo nessa vida
Nem as nossas conquistas
Nem as nossas feridas
Mas não podemos ser egoístas
Sempre haverá um caminho no final da estrada
Que nos leve em algum lugar seguro
Sem destino ou parada
Rumo ao nosso futuro
Alécio Souza
sábado, 1 de agosto de 2020
“Coringa” (Joker) - A realidade sombria de um mundo adoecido
Talvez o filme mais impactante de 2019 tenha sido o espetacular “Coringa”, protagonizado com maestria pelo brilhante ator Joaquim Phoenix. O filme que retrata a vida de Arthur Fleck, um homem com problemas mentais que tenta ganhar a vida como palhaço de uma agência de talentos é um retrato da nossa sociedade que exclui e ignora pessoas com algum tipo de deficiência. Na história o protagonista (Phoenix), recebe do governo um auxílio psiquiátrico que sem maiores explicações é cortado, o que interrompem as suas receitas e os medicamentos controlados que necessita para se manter lúcido.
No filme “Coringa”, vemos uma crítica social muito forte e que permeia a nossa sociedade atual que é a falta de inclusão social, o descaso das autoridades com os menos favorecidos, políticos que não se importam com a vida do povo, apresentadores de programas televisivos que ganham dinheiro explorando a desgraça alheia, humilhando pessoas excluídas e que geralmente não podem se defender. É um soco no estômago assistir ao sofrimento de Arthur Fleck durante grande parte do filme, chega a ser perturbador o modo como ele é tratado por colegas, superiores e a própria população.
O filme em geral nos traz muitas reflexões, mostra como uma sociedade e governantes podem ser cruéis com aqueles que não tiveram oportunidades na vida, que vivem tentando sobreviver em meio ao caos social. “Coringa” mostra a injustiça de classes, a desigualdade e o abismo social, o capitalismo selvagem e agressivo das grandes metrópoles, a falta de amor, empatia e compaixão com os desvalidos, a total falta de esperança de quem nada possui.
No mundo em que vivemos atualmente não há possibilidades de crescimento, não há educação e saúde de qualidade, emprego digno, moradia, diversão e muito menos alimento para todas as pessoas que não nasceram em berço de ouro ou em condições razoáveis de sobrevivência. São milhões de pessoas vivendo a margem da sociedade, sem saneamento básico, morando em barracos, debaixo de pontes, sem nenhuma perspectiva de uma vida melhor.
Nesse sentido o excelente filme “Coringa”, do diretor Todd Philips mostra cruamente como a falta de humanidade, sensibilidade e oportunidade podem desencadear o pior do ser humano, a revolta contra um sistema opressor e de manipulação que não se importa com a vida do próximo, com quem nada tem, com os deficientes, os pobres, os idosos e a maior parte do povo. Já passamos da hora de lutarmos por igualdade, pela democracia, pelos direitos iguais, pela igualdade de oportunidades, pelo fim das classes sociais, por mais dignidade para todos e por um mundo mais justo e solidário.
O mundo se tornou um lugar hostil e quase inabitável para os mais necessitados, são milhares de pessoas esquecidas pelos governos, pelas autoridades, pelos detentores do capital, os empresários e também por grande parte da população que se auto intitulam “cidadãos de bem”. Numa sociedade egoísta não há espaço para os "Arthurs Flecks" da vida real, não há interesse em dar condições dignas para todos e cada um se vira como pode. Triste pensar que a humanidade não deu certo, que nos tornamos incapazes de se comover com a dor alheia, com o sofrimento de tantas pessoas que só queriam ter a chance de viverem em paz.
Precisamos melhorar muito como seres humanos, aprendermos a nos respeitar, a sermos mais gentis, a se colocar no lugar do outro e compreender as suas dores, a lutar por um mundo com possibilidades para todas as pessoas sejam elas brancas, negras, idosas, pobres, deficientes, minorias, seja qual for à raça, crença, orientação sexual, nada disso importa porque somos todos humanos e merecedores de uma vida com dignidade, oportunidades e direitos básicos. A felicidade compartilhada é muito mais felicidade e todos nós aqui na Terra temos o direito de sermos felizes.
Alécio Souza
sábado, 4 de julho de 2020
Sem pressa
Sem pressa
Vou atrás do que me interessa
A esperança é tudo o que resta
Sem destino
Sigo em desatino
Vivendo como clandestino
Sem um amor
Que me faça sentir calor
E reconheça o meu valor
Sem um abraço
Que estreite esse nosso laço
Me sinto perdido no espaço
Sem paz
A felicidade se torna incapaz
E a tristeza é um passo atrás
Sem medo
Corro em busca do meu desejo
Sonhando com aquele seu beijo
Alécio Souza
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